Qual seria a característica mais destacada daquilo que se considera como verdade? Embora filosofar sobre essa questão nos traga muitas respostas, é evidente que a essência da verdade é a sua imutabilidade, ou seja, ela nunca pode mudar ou se alterar, pois é claro que não podem existir "duas verdades" sobre uma mesma coisa. Uma verdade que por acaso venha a mudar, automaticamente transformaria a sua versão anterior em uma mentira. Todo esse raciocínio até pode parecer confuso, mas de fato, é lógico.
As Testemunhas de Jeová já por muito tempo alegram-se em transmitir para o maior número de pessoas aquilo que crêem ser a verdade. Entretanto, como elas próprias admitem, esta "verdade" da qual pregam com tanto zelo, muitas vezes já passou por reajustes. Assim, no decorrer da história da Sociedade Torre de Vigia, temos vários exemplos de "verdades" que hoje, após as mudanças de entendimento, passaram a se tornar mentiras.
O grande problema é que a Torre de Vigia sempre se refere ao seu entendimento como sendo a verdade. Isto definitivamente intimida as Testemunhas de Jeová de questionarem qualquer uma das posições de sua organização, afinal, por lógica, aquilo que é verdade está livre de qualquer erro. Por essa razão, acabam depositando crença total em cada "verdade" publicada por seu "Escravo Fiel e Discreto" (Corpo Governante), como se esta "verdade" não pudesse mudar amanhã, tornando sua versão de hoje uma mera mentira.
Esta postagem inicia uma série que expõe as muitas "verdades de ontem", ensinadas pela Torre de Vigia, e que hoje nada mais são do que mentiras, ensinos falsos. Cada parte da série abordará uma destas "verdades de ontem", incluindo sempre algum comentário explicativo sobre do que ela se trata. Como primeira parte desta série, nada mais apropriado do que abordar um ponto numa publicação onde "verdade" está presente até mesmo no próprio título, sendo este o livro: "A Verdade Que Conduz à Vida Eterna", de 1969.
Esta publicação, que se dedicava a apresentar uma poderosa mensagem, a pura "verdade bíblica", foi amplamente divulgada pelas Testemunhas de Jeová, o que a fez, inclusive, entrar para o Guinness Book (Livro dos Recordes), em 1990, como um dos quatro livros com a maior tiragem do mundo! Apesar disso, pode-se dizer que hoje a "verdade" apresentada nesta obra conduzia à vida eterna. Afinal, ela não mais "conduz à vida eterna" por uma razão simples: a "verdade bíblica" que esta obra ensinava, alterou-se!
Por exemplo, uma das "verdades" ensinadas por este livro dizia respeito às pessoas que nasceram pouco antes do ano de 1914 e que tinham idade suficiente para discernir sobre os acontecimentos daquele ano. De acordo com o livro, alguns representantes desta geração de 1914 viveriam para testemunhar o fim do nosso sistema de coisas!
É interessante que a publicação já naquela época (1969) admitia que uma grande parcela da geração de 1914 já havia falecido. Imagine agora nos dias de hoje, passados mais de 40 anos desde a publicação do livro! Podemos dizer com toda a certeza que esta geração já passou quase que por completo, e apesar da promessa garantida por aquela "verdade", a esmagadora maioria faleceu sem ver o fim deste sistema iníquo. Note também que ao invés de se declarar que a natureza dessa ideia era puramente especulativa, opta-se até mesmo por usar as palavras de Jesus Cristo para sustentá-la.
Foi somente na década de 1990, quando as circunstâncias tornaram essa "verdade" mais do que insustentável, que a Torre de Vigia convenientemente resolveu alterá-la alegando uma "nova luz" de entendimento. Naturalmente, as Testemunhas de Jeová acreditam que o próprio Deus, por meio de seu espírito santo, é quem se encarrega de trazer este entendimento progressivo. Digno de nota, porém, é que bem antes disso, aqueles que algumas Testemunhas de Jeová costumam chamar de "apóstatas" ou "opositores", já previam o fracasso dessa "verdade que conduzia à vida eterna" (veja aqui, por exemplo).
Assim, tendo em mente esta primeira consideração, o que você consegue assimilar sobre a verdade mutável ensinada pela Torre de Vigia? Particularmente, creio que este exemplo (e os próximos que serão abordados) nos mostram que definitivamente não faz o menor sentido depositar a crença cega em cada palavra publicada pela organização, algo que infelizmente ainda é feito por diversas Testemunhas de Jeová. Sobre isso, reflita: de que valeria aquele espírito pesquisador das escrituras que tinham os cristãos em Beréia se o objetivo final deles fosse sempre concordar com todos os ensinos do apóstolo Paulo? (Atos 17:10-11) Aplicando isso em nosso caso, talvez possamos nos perguntar: "Se eu já decidi que vou sempre concordar com a organização, para quê, então, me dar ao luxo de examinar as escrituras?" Pense nisso.
Por exemplo, uma das "verdades" ensinadas por este livro dizia respeito às pessoas que nasceram pouco antes do ano de 1914 e que tinham idade suficiente para discernir sobre os acontecimentos daquele ano. De acordo com o livro, alguns representantes desta geração de 1914 viveriam para testemunhar o fim do nosso sistema de coisas!
Foi somente na década de 1990, quando as circunstâncias tornaram essa "verdade" mais do que insustentável, que a Torre de Vigia convenientemente resolveu alterá-la alegando uma "nova luz" de entendimento. Naturalmente, as Testemunhas de Jeová acreditam que o próprio Deus, por meio de seu espírito santo, é quem se encarrega de trazer este entendimento progressivo. Digno de nota, porém, é que bem antes disso, aqueles que algumas Testemunhas de Jeová costumam chamar de "apóstatas" ou "opositores", já previam o fracasso dessa "verdade que conduzia à vida eterna" (veja aqui, por exemplo).
Assim, tendo em mente esta primeira consideração, o que você consegue assimilar sobre a verdade mutável ensinada pela Torre de Vigia? Particularmente, creio que este exemplo (e os próximos que serão abordados) nos mostram que definitivamente não faz o menor sentido depositar a crença cega em cada palavra publicada pela organização, algo que infelizmente ainda é feito por diversas Testemunhas de Jeová. Sobre isso, reflita: de que valeria aquele espírito pesquisador das escrituras que tinham os cristãos em Beréia se o objetivo final deles fosse sempre concordar com todos os ensinos do apóstolo Paulo? (Atos 17:10-11) Aplicando isso em nosso caso, talvez possamos nos perguntar: "Se eu já decidi que vou sempre concordar com a organização, para quê, então, me dar ao luxo de examinar as escrituras?" Pense nisso.







